
Em
Percebe-se a diferença de destaque editorial vincada no post anterior: duas míseras páginas de entrevista, e ainda teve de se encher chouriços com música clássica na Gulbenkian, musicais londrinos e ioga para acalmar.
O tal homem que não tem tempo para muito mais que não seja trabalhar começou esta entrevista rejeitando uma chamada telefónica, pedindo à directora de comunicação que atendesse, porque estava a dar uma entrevista muito importante a comunicar ao mundo que, "em miúdo, escrevia em versos para a sua mãe". Depois, o telefone tocou novamente, mas aí já teve de atender porque – justificou – "era da vida pessoal". Prioridades: 1.º, a vida pessoal; 2.º, entrevistas para o ego; 3.º, o Sporting. O Sporting sempre em 3.º lugar.
No que interessa aos adeptos do clube, ficou a saber-se que o Sporting não tem dinheiro para ir ao mercado de Inverno e que a SAD poderá ser vendida maioritariamente a capitais estrangeiros. O clube é dos sócios, sim, mas, aparentemente, só dos que pagarem forte e feio. Ah, e não esquecer o anúncio de que o Sporting vai ter mais uma modalidade, a canoagem. Aposto que teve a ideia ao ver o clube naufragar. Com paquetes, não, que dá muita cana, mas pode ser que, com embarcações mais pequenas...

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